Em nenhuma outra fase da evolução humana tantas mudanças ocorreram em tão pouco tempo. O homem teve que adaptar-se às mudanças tecnológicas, mudanças nas relações internacionais, relações organizacionais e até nas relações pessoais em um espaço de tempo menor que uma geração.
A revolução da informação
O final do século XX marcou o início de uma nova era nas organizações humanas. É a era da informação. A idade tecnológica avança e sobre ela se impõe outra, nova e mais avançada: a idade da informação. A nova riqueza passa a ser o conhecimento, a ferramenta administrativa mais importante.
Nas empresas, a hierarquia administrativa passa a ser gradativamente substituída pelas redes internas, interligando intensamente os grupos de pessoas; os departamentos funcionais e de produtos/serviços do esquema matricial cedem lugar às equipes de trabalho; o foco nos controles torna-se cada vez mais flexível e solto; a burocracia cede lugar à inovação e a criação do conhecimento. As vantagens competitivas, a partir das economias de escala, especialização e comunicação do tipo topo/base, passam a ser substituídas pela rapidez e retorno sobre o tempo, aprendizagem, liderança gerencial do meio para baixo, mantendo as economias de escala. O modelo organizacional passa a ser orgânico, flexível, maleável, com ênfase em unidades de negócios autônomas, redes internas e atividades grupais. Neste contexto, o espírito empreendedor e a criatividade passam a serem fortemente estimulados. As pressões de competição global levam as empresas a uma busca frenética e incessante da inovação e da mudança para obtenção de novas formas de vantagem competitiva, ainda que passageiras ou esporádicas, em um mundo instável e turbulento. A velocidade da inovação tecnológica passa a atropelar a economia, a sociedade e a cultura, criando novas necessidades, ainda que desnecessárias e imprevistas e novos padrões de comportamento e de negócios. Nessa nova era, como jamais ocorrera em toda história da humanidade, nunca a informação fez tanta diferença nos negócios das empresas. É que com a moderna tecnologia, a informação dá uma volta ao mundo em um milésimo de segundo. Uma rapidez incrível. A globalização da economia é uma das conseqüências dessa globalização da informação.
A Internet, com suas avenidas e infovias e a democratização da informação, é um sinal disso. Nessa nova era, quanto mais poderosa a tecnologia da informação, tanto mais informado e tanto mais poderoso se torna seu usuário, seja ele uma pessoa, uma empresa ou um país.
A informação é o petróleo da empresa, seu principal combustível. Porém, a informação não pode ser confundida com qualquer outro tipo de matéria-prima. Ela tem propriedades mágicas que outros recursos não possuem, nem proporcionam. A informação pode ser infinitamente divulgada. Ela não drena os demais recursos. É infinitamente mais fácil de transportar do que bens físicos. É difundível e, quanto mais vaza, mais temos. É compartilhável e não simplesmente locada. Por essas razões, a informação multiplica-se sem limites.
Na idade da informação instantânea, todo o mundo muda rápida e incessantemente. O gerenciamento em uma economia globalizada torna-se um artigo de primeira necessidade.
A globalização
Paralelamente à revolução tecnológica e através dela, a economia globalizou-se Com a globalização da economia e dos sistemas produtivos, as organizações buscam, incessantemente, novos processos de aquisição, transformação e distribuição altamente integrados e que concentrem vantagens competitivas onde elas existirem. Em busca de uma economia de escala cada vez mais globalizada, surge a necessidade de parcerias com fornecedores, clientes e até de concorrentes, tornando as organizações mais sensíveis às transformações do ambiente onde estão inseridas.
As características desse contexto levam as empresas à procura de maior flexibilidade para se adequarem às mudanças do ambiente. Faz com que as organizações fiquem atentas para que, quando as oportunidades surgirem, elas estejam prontas para apresentarem respostas com qualidade, preço e condições de entrega.
Essas mudanças provocaram profundas transformações na estrutura das organizações. Os gestores passam a ter um perfil mais autônomo e empreendedor , deixando para traz aquela visão hierarquizada, obediente e disciplinada. As organizações passam a focar mais suas atividades-fim, para onde são direcionados todos os seus esforços e onde ela deve ser realmente eficiente. As atividades-meio, que nas estruturas anteriores tinham grande importância, passam a ser órgãos de assessoria ou são terceirizadas.
O esforço das empresas para se adequarem às exigências do contexto externo, conduziram-nas a uma profunda revisão de seu comportamento; a mais dramática delas é a aproximação do processo decisório à base operacional. Esse movimento exigiu a descentralização do processo decisório, conduzindo-o cada vez mais para a capilaridade da organização, tornando os gestores responsáveis pela gestão do negócio e de todos os recursos colocados à sua disposição, humanos, materiais, financeiros, tecnológicos e de informação. Ao fazê-lo, as empresas, além de obterem maior agilidade na resposta aos estímulos do mercado, reduziram seu custo operacional em torno de 30%, tornando esse movimento obrigatório para que as empresa pudessem manter suas vantagens competitivas em termos internacionais.
As empresas passaram, a partir de então, a depender cada vez mais do grau de envolvimento e comprometimento das pessoas com seus objetivos estratégicos e negócios. Esse envolvimento e comprometimento passa a ser vital para:
· Produtividade e nível de qualidade do produto e serviço;
· Velocidade na internalização de novas tecnologias;
· Otimização da capacidade instalada;
· Criação de oportunidades para aplicação das competências organizacionais;
· Velocidade de respostas para o ambiente/mercado.
A competência é compreendida por muitas pessoas e por alguns teóricos da administração como um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes necessários para que a pessoa desenvolva suas atribuições e responsabilidades.
Contudo, essa forma de encarar a competência tem se mostrado pouco instrumental. As pessoas possuem um determinado conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes, o que não garante que a organização se beneficie diretamente, caso não desenvolva uma estrutura capaz de estimulá-las e utilizá-las.
O homem
Atualmente as organizações não podem ver os funcionário como recursos e sim como pessoas, ao invés de combater, devem considerar as variáveis comportamentais do ser humano.
O trabalho não pode mais ser visto como um mal necessário e sim como parte de um projeto de vida.
Cada vez há mais necessidade da organização desenvolver propostas capazes de atrair talentos e somente teremos colaboradores talentosos se eles forem conscientes do significado do trabalho.
Com todas as mudanças que estão ocorrendo nas empresas, o foco tradicional do emprego também mudou. O foco agora deve ser empregabilidade, ou seja, está deixando de existir a idéia de que as pessoas devem se agarrar desesperadamente a um só emprego, a uma só empresa ou uma só trajetória na carreira.
O mais importante, agora, é possuir as habilidades competitivas exigidas, para encontrar trabalho quando for necessário, onde quer que o encontremos.
Empresa e funcionário devem dividir a responsabilidade sobre a empregabilidade.
Sob o antigo contrato os funcionários confiavam as decisões primordiais relacionadas às suas carreiras a uma organização paternalista. Sob o novo contrato, os empregadores dão aos indivíduos oportunidades de desenvolver uma empregabilidade maior em troca de uma melhor produtividade e algum grau de compromisso com a empresa e a comunidade, enquanto o indivíduo estiver na organização.
É responsabilidade do funcionário gerenciar sua própria carreira.
É responsabilidade da empresa fornecer-lhe ferramentas, ambiente aberto e oportunidades para que ele possa avaliar e desenvolver suas habilidades.
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